segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nem começo, meio ou fim... Apenas Eu!

Não sou começo
meio ou fim...
não sou omega
nem  alpha...
posso ser "pi" talvez
e nesta equação desencontrada
pela matemática não explicada
nesta vida desvairada
sou apenas eu...
nada posso
além do amor
que existe aqui
nada espero
além do amor
que vejo em ti...
eu nada sou
Só relances
de um amanhã
esperado e desejado...
sou assim esta incógnita
amor perdido ou escondido
não me revelo
vivo entre as nuvens
sou apenas um momento
um leve toque ao vento
um relance em pensamento,
ou uma brisa a soprar
sou fugaz e passageira
não tenho eira nem beira
sou apenas teu sonhar...
nada posso esperar
além de num amanhã
por um momento te encontrar

Delegou-me a solidão
abandonou meu coração
fez assim
tristes meus dias
em agonia constante
que espera a todo instante
os teus olhos namorar
companheira
nesta estrada
que espera tua chegada
para enfim se alegrar...

Kássya Mendonça 14/12/2010

6 comentários:

Jackie Freitas disse...

Olá minha linda e rica Kassya!
Amiga, adoro os seus poemas! Adoro a forma como você se "auto-explica", como você se define, como sente e demonstra amor... A sua essência é poética e imagino que através dela você oriente os passos em sua vida! Não precisa ter começo, meio ou fim para te perceber... você é tudo em um mesmo tempo...presente!
Grande beijo e parabéns pela bela inspiração!
Jackie

vidarealdasam disse...

Olá Kassya querida !!

Maravilhoso texto, descreveu com muita beleza e poesia sua essência !
Sensível, envolvente e emocionante !
Sem dúvidas, todas estas nuances formam esta pessoa especial que você é !
Lindo !

Um super beijo no coração !!

Anônimo disse...

Esta prosa, ao contrario de outras anteriores, que sempre foram gritos e alegria, hinos ao amor, pujança sentimental, tudo o que pode definir uma pessoa sentimental como de facto és, mas dizia eu, esta prosa vai um pouco ao contrário do que nos habituaste, ou seja, noto nostalgia por algo que existiu ou mesmo ter partido.... será isso?
Noto uma tristeza melancolica de um amor bom, bonito que parece ter ido para outras bandas.... será?
nao sei, nao faço questão de saber, mas senti esse toque diferente no teu sentimento.
Diria que hoje falaste, ou melhor prosaste a melancolia, a nostalgia, e não foste afirmativa no amor.
de qualquer forma, esta lindooo, bom de ler, carregado de sentimemnto, e sempre mostrando o teu fervor amoroso, essa força que de ti emerge, salta, um vulcao vivo que afinal tu és.
Gostei, adorei ler, esta amoroso, e esta prosa-suplica pelos amores de antes, seja um facto hostorico nao de hoje.
parabens, esta maravilhoso, e construido superiormente..... o amor és tu.
bjs
antonio ferreira
voarnopensamento.blogspot.com

Sissym disse...

Eu ando meio assim mesmo, nem uma coisa nem outra, apenas o que sou.

Beijinhos

Lucas Neves disse...

Espere, espere e nunca desista!
Um dia terá a recompensa... e poderá, então, se alegrar.

Beijo do seu novo seguidor!

Malu disse...

Auto definições são tão deliciosas e sempre me encanto com elas... vou conhecendo um pouco de cada um através daquilo que se deixar vazar, principalmente enquanto forma de poesia.
Somos assim, mesmo - estas coisas todas a esperar por alguém na beira do caminho.
Um grande abraço.
Foi bom passar pelo teu canto...